O Papanicolaou é o exame de rastreamento usado na prevenção do câncer do colo do útero. Ele identifica alterações nas células da região, muitas vezes antes de surgirem sintomas, o que permite acompanhamento e tratamento precoces. A citologia em base líquida é uma forma moderna de preparar esse exame. A Pathos, laboratório em São Paulo, realiza a análise com médicos patologistas.
O nome do exame homenageia o médico George Papanicolaou, que desenvolveu o método. No consultório, o profissional coleta células do colo do útero com instrumentos próprios. O material vai para o laboratório, onde é avaliado ao microscópio em busca de alterações celulares.
Muitas dessas alterações estão relacionadas à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), principal causa do câncer do colo do útero. Identificar essas lesões precocemente é o principal objetivo do rastreamento.
No exame convencional, o material coletado é espalhado diretamente em uma lâmina. Na citologia em base líquida, também conhecida pelo nome de tecnologias como ThinPrep, o material é colocado em um tubo com um líquido fixador. O tubo segue para o laboratório, acompanhado da requisição médica.
No laboratório, um equipamento prepara automaticamente a lâmina que será analisada pelo patologista. Com isso, as células ficam mais bem distribuídas, em uma camada mais uniforme.
Seu médico é a pessoa indicada para orientar qual método é mais adequado para você.
A orientação do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o rastreamento com citologia é voltada a mulheres e pessoas com colo do útero de 25 a 64 anos que já iniciaram a vida sexual. O exame é repetido a cada três anos, depois de dois exames anuais consecutivos com resultado normal.
Essa frequência pode ser diferente em casos de resultados alterados, imunossupressão ou outras condições. As recomendações também podem ser atualizadas com a adoção de novos testes. Por isso, siga sempre a orientação do seu ginecologista, que vai considerar a sua história de saúde.
O preparo costuma ser simples. As recomendações mais comuns são evitar duchas, cremes vaginais e relações sexuais nos dias anteriores à coleta e, de preferência, não realizar o exame durante a menstruação. Confirme as orientações com o profissional que fará a coleta.
Um resultado alterado não significa câncer. Muitas alterações regridem espontaneamente ou podem ser tratadas com facilidade. O médico pode indicar repetição do exame, pesquisa de HPV, colposcopia ou biópsia, conforme o caso.
Quando o Papanicolaou é suspeito ou positivo, é útil que a biópsia do colo uterino seja examinada no mesmo laboratório, pois o patologista pode rever a citologia e comparar os achados. Esse cuidado contribui para a segurança do resultado.
A coleta é parecida com a do exame convencional. A principal mudança está em como o material é armazenado e preparado no laboratório.
A citologia avalia as alterações nas células. A pesquisa do vírus é feita por um teste específico, como o HPV por genotipagem, se houver indicação.
Sim. O material chega ao laboratório acompanhado da requisição do médico.
Sim. A vacina reduz o risco de infecção, mas não dispensa o rastreamento nas idades indicadas.