A imunoistoquímica é um exame complementar da anatomia patológica. Ela usa anticorpos para identificar proteínas específicas nas células de uma amostra de tecido, o que ajuda o patologista a definir com mais precisão o tipo de uma lesão. Na Pathos, laboratório na Vila Clementino, em São Paulo, o exame é realizado a partir de material de biópsia ou peça cirúrgica.
Para chegar a um diagnóstico, o patologista examina as células ao microscópio. Porém, alguns tumores com tratamentos muito diferentes podem ser formados por células parecidas entre si. Nesses casos, somente a aparência não permite uma conclusão segura.
A imunoistoquímica resolve essa questão por meio de reações entre anticorpos e proteínas presentes nas células. O padrão de resultados, positivos e negativos, ajuda a identificar a origem e o tipo do tumor.
O exame costuma ser realizado depois do exame anatomopatológico convencional, feito com a coloração de rotina (hematoxilina-eosina), quando esse estudo não permite chegar ao diagnóstico definitivo ou quando são necessárias informações adicionais. Entre as principais indicações estão:
Como o exame normalmente aproveita o material já coletado, muitas vezes não é preciso fazer uma nova biópsia.
Imagine uma lesão escura na pele das costas, de bordas mal definidas, que começou a crescer. O dermatologista realiza uma biópsia e envia o material ao laboratório. Ao microscópio, as características são sugestivas de melanoma, mas não conclusivas. O laudo então sugere um estudo imunoistoquímico.
Com os anticorpos adequados, é possível avaliar se o tumor é de fato um melanoma ou outro tipo de lesão com aspecto semelhante, que teria um tratamento diferente.
Não, embora a abreviação “imuno” possa ser usada para os dois. A imunoistoquímica costuma ser usada para o estudo de tumores, enquanto a imunofluorescência é aplicada principalmente em biópsias de rim e de pele, para pesquisar depósitos de imunocomplexos. A Pathos realiza os dois exames.
O laudo traz os anticorpos utilizados e a interpretação do patologista. Leve o resultado ao médico que solicitou o exame. É ele quem vai reunir essas informações e definir o tratamento mais indicado para o seu caso.
Durante esse período, siga as orientações do seu médico e tire com ele as dúvidas sobre o que os resultados significam para você.
Na maioria das vezes, não, pois o exame usa o material já processado. Se a amostra não for suficiente, o médico vai orientar os próximos passos.
Ele pode ser sugerido pelo patologista no laudo e é solicitado pelo médico que acompanha o caso.
Não. Ela é muito usada em tumores, mas também apoia o diagnóstico de outras doenças.
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