Imunoistoquímica

A imunoistoquímica é um exame complementar da anatomia patológica. Ela usa anticorpos para identificar proteínas específicas nas células de uma amostra de tecido, o que ajuda o patologista a definir com mais precisão o tipo de uma lesão. Na Pathos, laboratório na Vila Clementino, em São Paulo, o exame é realizado a partir de material de biópsia ou peça cirúrgica.

O que é o exame de imunoistoquímica

Para chegar a um diagnóstico, o patologista examina as células ao microscópio. Porém, alguns tumores com tratamentos muito diferentes podem ser formados por células parecidas entre si. Nesses casos, somente a aparência não permite uma conclusão segura.

A imunoistoquímica resolve essa questão por meio de reações entre anticorpos e proteínas presentes nas células. O padrão de resultados, positivos e negativos, ajuda a identificar a origem e o tipo do tumor.

Quando o exame é indicado

O exame costuma ser realizado depois do exame anatomopatológico convencional, feito com a coloração de rotina (hematoxilina-eosina), quando esse estudo não permite chegar ao diagnóstico definitivo ou quando são necessárias informações adicionais. Entre as principais indicações estão:

  • Diferenciar tumores com aparência semelhante ao microscópio.
  • Investigar a origem de um tumor metastático.
  • Avaliar marcadores que orientam o tratamento, como receptores hormonais e HER2 no câncer de mama.
  • Apoiar a investigação de doenças não tumorais, como a pesquisa de células ganglionares na parede do intestino, em casos de suspeita de doença de Hirschsprung.

Como funciona, passo a passo

  1. O patologista analisa o material e indica a necessidade do exame.
  2. Novos cortes são feitos a partir do bloco de parafina que contém o tecido.
  3. Sobre esses cortes, são aplicados anticorpos específicos, escolhidos de acordo com a dúvida diagnóstica.
  4. Uma reação química torna visível o local onde o anticorpo se ligou.
  5. O patologista interpreta o resultado ao microscópio, em conjunto com os demais achados.

Como o exame normalmente aproveita o material já coletado, muitas vezes não é preciso fazer uma nova biópsia.

Um exemplo prático

Imagine uma lesão escura na pele das costas, de bordas mal definidas, que começou a crescer. O dermatologista realiza uma biópsia e envia o material ao laboratório. Ao microscópio, as características são sugestivas de melanoma, mas não conclusivas. O laudo então sugere um estudo imunoistoquímico.

Com os anticorpos adequados, é possível avaliar se o tumor é de fato um melanoma ou outro tipo de lesão com aspecto semelhante, que teria um tratamento diferente.

Imunoistoquímica e imunofluorescência são a mesma coisa?

Não, embora a abreviação “imuno” possa ser usada para os dois. A imunoistoquímica costuma ser usada para o estudo de tumores, enquanto a imunofluorescência é aplicada principalmente em biópsias de rim e de pele, para pesquisar depósitos de imunocomplexos. A Pathos realiza os dois exames.

O que fazer depois do resultado

O laudo traz os anticorpos utilizados e a interpretação do patologista. Leve o resultado ao médico que solicitou o exame. É ele quem vai reunir essas informações e definir o tratamento mais indicado para o seu caso.

Durante esse período, siga as orientações do seu médico e tire com ele as dúvidas sobre o que os resultados significam para você.

Perguntas frequentes sobre imunoistoquímica

Na maioria das vezes, não, pois o exame usa o material já processado. Se a amostra não for suficiente, o médico vai orientar os próximos passos.

Ele pode ser sugerido pelo patologista no laudo e é solicitado pelo médico que acompanha o caso.

Não. Ela é muito usada em tumores, mas também apoia o diagnóstico de outras doenças.

Fale com a nossa equipe pelo telefone (11) 2199-6600 para receber orientações sobre o envio.

Pathos
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